Rodoanel

O Rodoanel Mário Covas (SP 021) é uma obra fundamental para desafogar o intenso tráfego da região metropolitana, principalmente de caminhões. Dividido em quatro trechos – norte, sul, leste e oeste -, ele redefine a plataforma logística rodoviária de formato radial para anelar, interligando 10 rodovias que chegam à capital do Estado: Fernão Dias, Dutra, Ayrton Senna, Anchieta, Imigrantes, Régis Bittencourt, Raposo Tavares, Castello Branco, Anhangüera e Bandeirantes. Assim, os caminhões que antes trafegavam pela Marginal Pinheiros, ao passarem pela capital, podem cortar caminho pelo Rodoanel, agilizando entregas e melhorando a fluidez do trânsito.

Trecho Leste

O terceiro trecho do anel viário, o Rodoanel Leste, com 48,8 km de extensão, começou a ser construído em agosto de 2011. Em julho de 2014 foram concluídas as obras entre o Trecho Sul e a saída para a Rodovia Ayrton Senna do Trecho Leste. Em 26 de julho foi entregue a segunda etapa da obra, até a Rodovia Presidente Dutra, finalizando o empreendimento. Foram investidos na obra R$ 4,5 bilhões. A construção desse trecho, de responsabilidade da iniciativa privada, não entra na conta de investimentos do Estado. O Rodoanel Leste está disposto entre os municípios de Mauá e Arujá e dá acesso às rodovias Ayrton Senna (SP-070) e Presidente Dutra (BR-116). Há ainda uma alça de entrada da Rodovia João Afonso de Souza Castellano (SP-066) para o Trecho Leste. As obras do novo trecho geraram 3,5 mil empregos diretos e 14 mil indiretos. Com 43,5 quilômetros de extensão, o trecho integra uma importante ligação entre as principais rodovias que passam pela Região Metropolitana de São Paulo. O trecho recebe, diariamente, cerca de 24 mil veículos. Estima-se que entre 60% e 70% desse fluxo seja de veículos pesados, como caminhões. A importância do novo trecho se reflete não só no desenvolvimento econômico do Estado, mas também no trânsito da Região Metropolitana de São Paulo, que deixou de receber tráfego com origem e destino nos sistemas rodoviários interligados pelo Rodoanel. Em conexão com o Trecho Sul e o Sistema Anchieta-Imigrantes, o Trecho Leste também viabiliza uma ligação mais rápida e eficiente com o Porto de Santos e o Aeroporto Internacional de Guarulhos. O traçado do Trecho Leste corta seis municípios: Ribeirão Pires, Mauá, Suzano, Poá, Itaquaquecetuba e Arujá. A construção foi viabilizada pelo Programa de Concessões Rodoviárias de São Paulo.

Trecho Norte

Trecho Norte Obra que completa o Rodoanel Mario Covas (SP-021), o trecho Norte, com 44 quilômetros de extensão, é umas das obras mais aguardadas no País, devido a sua grande relevância para o modal rodoviário nacional no transporte de cargas de alto valor agregado que passam por São Paulo. Estima-se que 65 mil veículos circulem diariamente pela rodovia, sendo 30 mil deles, caminhões (60% retirados da marginal Tietê). Nos seus 44 quilômetros, o trecho Norte, passando por São Paulo, Arujá e Guarulhos, liga o trecho Oeste, na confluência com a avenida Raimundo Pereira Magalhães, antiga estrada Campinas/São Paulo (SP-332), com o Leste, na intersecção com a rodovia Presidente Dutra (BR-116). Além disso, possui ligação exclusiva de 3,6 km para o Aeroporto Internacional de Guarulhos. A concorrência internacional para as obras do Rodoanel Norte foi a maior licitação de obra rodoviária do País. O processo licitatório teve 25 concorrentes, com empresas brasileiras, sul-americanas e europeias participando do certame. As construtoras vencedoras ficaram assim distribuídas: Lote 1 - Mendes Junior/IsoluxCorsán; Lote 2 - OAS; Lote 3 - OAS; Lote 4 - Acciona; Lote 5 - Construcap/Copasa; e Lote 6 - Acciona. O trecho Norte é uma rodovia "Classe Zero", com quatro faixas de rolagem por sentido entre o Rodoanel Oeste e a rodovia Fernão Dias. O segmento entre a Fernão Dias e a via Dutra terá três faixas de rolagem de 3,6 m de largura em cada pista. A rodovia ainda é provida de canteiro central com 11m de largura e terá velocidade de 100 km/h. O traçado apresenta 7 túneis e 111 obras de arte especiais (pontes e viadutos). Na implantação do trecho Norte, estão previstos investimentos de R$ 6,85 bilhões, provenientes de três origens distintas: R$ 2,79 bilhões do Tesouro do Estado de São Paulo R$ 2,01 bilhões do BID, empréstimo contraído pelo Governo Estadual, e R$ 2,05 bilhões do Governo Federal.

Trecho Sul

Com 61,4 quilômetros de extensão, o Trecho Sul começou a operar em abril de 2010. Seu traçado começa na Rodovia Régis Bittencourt (no entroncamento com o Trecho Oeste), interliga as rodovias Anchieta e Imigrantes, e segue até o prolongamento da Av. Papa João XXIII. Recebe em média 103 mil veículos por dia e sua operação está a cargo da concessionária SPMar. Trecho Oeste

O Trecho Oeste foi o primeiro trecho construído do Rodoanel, entrando em operação em outubro de 2002. Tem 32 quilômetros de extensão e liga as rodovias Régis Bittencourt, Raposo Tavares, Castello Branco, Bandeirantes e Anhanguera. Faz ligação com o Trecho Sul. Atualmente, recebe um volume diário médio de 245 mil veículos e é operado e administrado pela concessionária Rodoanel.