Rodovias Concedidas
O Programa de Concessões Rodoviárias teve início em março de 1998, com a concessão de 12 lotes de rodovias a empresas privadas mediante processo de licitação, preconizado por um conjunto de normas e princípios, atos e contratos. Esses lotes totalizam 3,6 mil quilômetros de rodovias estaduais, envolvendo 170 municípios e uma população de aproximadamente 20 milhões de pessoas.
Após o pleno funcionamento e sucesso das primeiras concessões, em 2008 foi lançada a segunda etapa do Programa, com a concessão do trecho Oeste do Rodoanel e de mais cinco corredores rodoviários, denominados: D. Pedro I, Raposo Tavares, Marechal Rondon Oeste, Marechal Rondon Leste e Ayrton Senna-Carvalho Pinto. Os novos lotes totalizam 1,7 mil quilômetros de rodovias estaduais, que abrangem 101 municípios com cerca de 21 milhões de habitantes.
O regime escolhido foi o de concessão por prazo certo (20 anos na primeira etapa e 30 anos na segunda), ao final do qual a malha rodoviária concedida retornará ao poder do Estado com todos os investimentos feitos pelo particular. Durante esse período, as concessionárias se responsabilizam, por sua conta e risco, pela totalidade dos investimentos e recursos necessários ao cumprimento dos contratos, remunerando-se apenas através da cobrança de pedágios.
As partes também se obrigam a garantir a manutenção das condições contratadas, não sendo possível, por decisão unilateral, a quebra do equilíbrio econômico-financeiro dos contratos. Vale ressaltar que diferente da privatização onde o bem passa em definitivo para a iniciativa privada, na concessão o bem concedido volta para a administração pública com as benfeitorias incorporadas.
Com a iniciativa, além de investidor e operador de infra-estrutura, o Estado passou a atuar como regulador e fiscalizador, por meio da ARTESP (Agência de Transporte do Estado de São Paulo), ligada à Secretaria de Transportes.
| PRIMEIRA ETAPA |
| Lote |
Região |
Ext. [Km] |
Concessionária |
| 1 |
Campinas |
315,92 |
AutoBan |
| 3 |
Bebedouro |
155,98 |
Tebe |
| 5 |
Ribeirão
Preto |
236,57 |
ViaNorte |
| 6 |
Itapira |
375,69 |
Intervias |
| 8 |
Jaú |
218,16 |
Centrovias |
| 9 |
Araraquara |
442,20 |
Triângulo
do Sol |
| 10 |
Batatais |
316,50 |
Autovias |
| 11 |
São
João da Boa Vista |
345,44 |
Renovias |
| 12 |
Sorocaba |
169,65 |
Viaoeste |
| 13 |
Itu |
306,90 |
Rodovias
das Colinas |
| 20 |
Itapetininga |
505,73 |
SP
Vias |
| 22 |
Baixada
Santista |
176,89 |
Ecovias |
| SEGUNDA ETAPA |
| Lote |
Região |
Ext. [Km] |
Concessionária |
| 7 |
D. Pedro I / Campinas |
297 |
Rota das Bandeiras |
| 16 |
Raposo Tavares / Presidente Prudente |
444 |
Cart |
| 19 |
Marechal Rondon Oeste / Bauru |
417 |
Via Rondon |
| 21 |
Marechal Rondon Leste / Botucatu |
415 |
Rodovias do Tietê |
| 23 |
Ayrton Senna – Carvalho Pinto / Vale do Paraíba |
142 |
Ecopistas |
| 24 |
Trecho Oeste do Rodoanel / São Paulo |
32 |
RodoAnel |
NOVIDADES
Na segunda etapa do Programa de Concessões foram incorporadas algumas mudanças. A principal delas foi o
estabelecimento do critério de menor tarifa de pedágio para determinar a proposta vencedora da
licitação. Na primeira etapa o critério foi o de maior outorga para o Estado. Esta
alteração garantiu pedágios mais baratos do que os estabelecidos nas primeiras
licitações, beneficiando assim a população. Outra inovação
importante é a obrigação atribuída às concessionárias de
cuidar da manutenção de mais de 900 quilômetros de estradas vicinais, sem que haja
cobrança de pedágio. Também foi trocado o índice de reajuste tarifário,
que nos contratos antigos é o IGP-M e nos novos passou a ser o IPCA.