Boletim Estatístico 2009
OS TRANSPORTES NO ESTADO DE SÃO PAULO
As crescentes demandas sociais, particularmente aquelas referentes à infraestrutura, têm sido objeto de especial
atenção, por parte do Governo de São Paulo, originando resultados dignos de nota.
Na área dos transportes, além deesforço sem igual na ampliação e
melhoria da rede de transportes coletivos, o Estado avança, dentre outros, em seus
programas de Concessões Rodoviárias, de implantação do Rodoanel, de ampliação da Marginal do Tietê, de conclusão da
Avenida Jacu-Pêssego e de tratamento das várzeas do Tietê, com a implantação dos Parques Jacuí e Estrada do Parque.
Os esforços para recuperação da malha de estradas vicinais se deram por meio de um programa dividido em quatro fases,
com, respectivamente, 2.115 km, 2.525 km, 3.000 km e 3.000 km, totalizando 10.640 km, a um custo aproximado de
R$ 3 bilhões. As obras das fases I e II já estão concluídas; as da fase III estão em andamento e as da fase IV estão
em programação.
Com relação ao Rodoanel Mario Covas, está em conclusão a implantação do segundo trecho, o Sul,
com 61,4 km. Os trechos Leste, com cerca de 40 km, e Norte, com aproximadamente 48 km, já estão em fase de projeto,
devendo ser contratadas a sua construção e operação em regime de concessão.
Ao lado dos empreendimentos programados e
em execução, o Estado prospera nas condições operacionais das rodovias, por meio de ações apropriadas do Departamento
de Estradas de Rodagem (DER) e das empresas concessionárias.
As concessões rodoviárias compreendem hoje 18 trechos,
totalizando 17,7% das rodovias pavimentadas do Estado, mas que correspondem a mais de 65% do tráfego (VDM) de veículos.
O êxito desse sistema de atuação conjunta é comprovado na prática: as 16 estradas brasileiras consideradas como ótimas,
segundo pesquisa da Confederação Nacional do Transporte (CNT), estão no Estado de São Paulo.
Na malha rodoviária
administrada pelo DER, destaca-se a operação das Unidades Básicas de Atendimento (UBAs) em quase 70% da extensão das
estradas, oferecendo aos usuários socorro mecânico, assistência médica e demais serviços de apoio.
Esses esforços
resultaram na redução em 6,2% no total dos índices de acidentes. Porém, o Estado ainda considera elevado o Índice de
Mortes (3,62). Por isso, investe cada vez mais na contenção de acidentes por meio do policiamento e do aperfeiçoamento
das rodovias e de sua operação.
Preocupa também o problema universal do excessivo consumo de combustíveis causado pelos
transportes e consequente agressão ao meio ambiente. Mesmo em países onde a distribuição modal dos transportes de carga
se manteve razoável — como nos Estados Unidos, onde quase 40% dos deslocamentos de carga se dão pelas ferrovias —
o problema se mantém grave, devido ao transporte individual. No Estado de São Paulo, 93% das cargas hoje se deslocam
por rodovias, em grande parte devido à situação de paralisia do setor ferroviário.
Por isso, a estratégia principal da
Secretaria dos Transportes continua sendo viabilizar a intermodalidade dos transportes, procurando interagir com a
União.
São Paulo atua no incentivo ao transporte ferroviário, hoje sob responsabilidade federal. Procura motivar a
iniciativa privada a distribuir melhor as suas cargas pelos vários modos de transporte, para reduzir os custos e o
consumo de combustíveis, conter a poluição ambiental e diminuir os índices de acidentes.
De maneira exemplar, o Estado
ainda concentra esforços para ampliação do transporte aquaviário, por meio, por exemplo, da ampliação do Porto de São
Sebastião e do projeto do Hidroanel da Região Metropolitana de São Paulo.
A Secretaria dos Transportes planeja a
implantação de uma Rede de Centros Logísticos Integrados. Já foram registrados os primeiros entendimentos com vários
municípios. O Estado acredita em acordos que permitam às Prefeituras valer-se de legislação apropriada para a prática
de regime de concessão urbanística. Isso permitirá transferir aos empreendedores os recursos de valorização imobiliária
que os empreendimentos venham a gerar, tornando-os completamente viáveis. Essas iniciativas do Estado já dão frutos.
Um exemplo é o projeto da empresa Rumo, do Grupo Cosan, de transferir para o transporte ferroviário cerca de 11 milhões
de toneladas de açúcar por ano, equivalente a quase 10% das toneladas.quilômetro ferroviárias do Estado.
Outro exemplo é a decisão da Transpetro de adquirir 20 comboios para transporte fluvial, compostos cada um por um empurrador e quatro
barcaças, gerando uma capacidade de transporte de álcool da ordem de 6 milhões de toneladas anuais e, com isso,
duplicando o transporte fluvial do Estado.
Mais um resultado é a definição, por parte de vários grupos produtores de
álcool, de implantar importante conjunto de dutos, que facilitarão a coleta do combustível em vários terminais,
inclusive os portos fluviais, e seu transporte aos portos de mar.
Ações e resultados como este foram reunidos neste
relatório, referente ao ano de 2009. Esse amplo sistema de informações é de vital importância para o desenvolvimento
de um planejamento estratégico e para a definição de um plano de investimentos a curto, médio e longo prazos. Por isso,
gostaria de agradecer a todos os profissionais que atuam nos diferentes organismos da Secretaria dos Transportes,
responsáveis pela concretização deste documento, e também pelos expressivos níveis de aprimoramento alcançados na
prestação de serviços à sociedade.